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18/12/2014 - Câmbio deverá ajudar as exportações e a indústria em 2015, diz CNI
Entidade projeta alta de 1% tanto para a economia quanto para a indústria no ano que vem. Investimentos também são esperados

Brasília - Apesar do ajuste fiscal esperado para os próximos meses e dos possíveis estragos à credibilidade do país pelas denúncias apuradas na Operação Lava Jato, a economia brasileira poderá alcançar um crescimento de 1% em 2015, ante uma estimativa de 0,3% para 2014, projetada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade traçou um cenário igual para a indústria no ano que vem - expansão de 1%. Em dezembro, entretanto, deve encerrar o mês com uma retração de 1,5%.

O quadro relativamente otimista apresentado ontem pela CNI para 2015 tem como fundamento a expectativa de aumento nas exportações e nos investimentos, que devem compensar, na análise da entidade, uma esperada desaceleração do consumo. O gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, acredita numa retomada da credibilidade pelos empresários a partir do segundo semestre, após a consolidação do ajuste fiscal pela nova equipe econômica. Com o resgate da confiança, viriam investimentos - para os quais a previsão da CNI é de estabilidade em 2015, ante uma queda de 6,7% em 2014. A expansão da indústria seria puxada também por um aumento das exportações, especialmente, por conta do câmbio mais desvalorizado.

A entidade calcula que a cotação do dólar ficará em torno de R$ 2,70 no ano que vem - que considera "um pouco abaixo" do que seria o ideal, por volta de R$ 3,00, mas suficiente para influenciar positivamente as vendas ao exterior. "Depois de dez anos de superávits comerciais, teremos um déficit em 2014. Mas esperamos que isso seja recuperado em 2015", disse Castelo Branco.

Em seu informe conjuntural, a CNI prevê que a construção civil ficará estável, mas os serviços industriais de utilidade pública crescerão 1,7%, e a indústria da transformação, 0,8%. Haverá crescimento, inclusive, na indústria extrativa (2,5%), apesar das denúncias envolvendo a Petrobras: a previsão é de aumento do volume de petróleo extraído e exportado.

O presidente da CNI, Robson Andrade, classificou a Operação Lava Jato de "um complicador" para a economia brasileira, mas um avanço importante dentro do processo de melhoria da transparência do Brasil e de redução do suborno e da corrupção. Andrade ponderou, contudo, que o governo precisa encontrar uma solução para que as obras em andamento não sejam paralisadas, pois as grandes empreiteiras estão envoldias na operação. "Nos preocupa é como as empresas vão continuar com os investimentos. Fatos têm de ser apurados, o que for desvio de conduta tem que ser penalizado. Mas temos de encontrar soluções para que as empresas continuem trabalhando", defendeu.
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