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19/02/2015 - SETCESC investiga motivos da paralisação nas obras de duplicação da BR-470
O que era previsto se transformou em realidade. As obras de duplicação no lote 3 (Gaspar/Blumenau) da BR-470 estão paralisadas. Cenário ainda mais preocupante no lote 4, entre Blumenau e Indaial, onde os trabalhos nem iniciaram. A falta de definição nas desapropriações impede o avanço das obras, em resposta ao SETCESC por parte da Assessoria de Comunicação do DNIT-SC. Nos lotes 1 e 2 tudo vai andando em passos lentos.

A lentidão vem sendo uma marca da obra desde a assinatura da ordem de serviço, na metade do ano de 2013. Para começar foram mais sete meses, por conta de relatórios e ações ambientais e indefinição da empresa responsável pelas medições. Ao longo de 2014 apenas 4,58% dos trabalhos ficaram prontos no lote 3.

Pesa ainda a demora do Dnit em informar qual é o cronograma da obra. Em entrevista concedida ao Jornal de Santa Catarina, em julho do ano passado, Vissilar Pretto, superintendente do Dnit em Santa Catarina, falou em dificuldades na obra e que era preciso primeiro equacionar alguns entraves. Entre eles as desapropriações e a remoção da rede de gás. Desde lá, pouco evoluiu.

Atraso nos pagamentos

A Copa do Mundo, as eleições e a pausa no final do ano também contribuíram para essa lentidão nas obras. Não se fala oficialmente, mas a redação doInformativo SETCESC apurou ainda que o pagamento das medições para as empresas licitadas não vêm ocorrendo. Fato que criou impasses e impedindo, reinício dos trabalhos no lote 3.

Desapropriações

Está marcado para o primeiro trimestre, um mutirão de conciliação com lindeiros que ocupam áreas nos lotes 3 e 4.

Dnit explica o estágio em cada lote

Em resposta ao SETCESC, a Assessoria de Comunicação do Dnit informou qual a atuação situação dos quatro lotes licitados.

O Lote 1, compreendendo o trecho entre Navegantes e a BR-101 (Km 0 ao Km 18,6), vem sendo executado pelo Consórcio Azza-Sogel, com custo estimado em R$ 192 milhões. No momento, a empresa faz a remoção e tratamento de solos moles e serviços de terraplenagem.

O Lote 2, de BR-101 até Gaspar (Km 18,6 ao 44,9) é de responsabilidade do Consórcio Ivaí - Setep, orçado em R$ 293 milhões. No local, a empresa faz serviços de drenagem com colocação de geodrenos para consolidar o aterro.

No Lote 3, entre Gaspar e Blumenau (Km 44 ao Km 57), executado pela Sulcatarinense, o Dnit fala em poucas frentes de trabalho. Mas percorremos o trecho e nenhuma frente estava atuando até o dia 05 de fevereiro. O trabalho era para ter sido retomado no dia 05 de janeiro, após a pausa de final de ano, segundo nota enviada em dezembro para os veículos de imprensa.

Mas o Dnit confirma que existem restrições por conta da necessidade de desapropriações para abertura de frentes de obra. Assinala ainda que o órgão e a empresa vencedora da licitação estudam as possibilidades de frentes de obras para retomada das obras.

Não tem qualquer frente de serviço no Lote 4, entre Blumenau e Indaial (Km 57,8 ao Km 73,2) e segundo o Dnit depende desapropriações.
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