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26/11/2015 - Governo reduz burocracia para exportação
Após a habilitação de mais de 20 plantas para envio de carnes entre a China e o México, ministério anuncia programa que reduz em até 72 horas o processo de embarques da produção nacional

 

São Paulo - O governo federal tem deixado cada vez mais clara a intenção de avançar no mercado internacional. "Como já temos problemas de logística mais difíceis de serem resolvidos, desburocratizar é a melhor maneira de manter nossa competitividade lá fora."

A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, representante das cadeias de aves e suínos. Segundo ele, duas das maiores beneficiárias do novo projeto do governo federal que deve reduzir em até 72 horas o processo de embarque de carnes.

Lançado nesta segunda- feira (24) pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o Canal Azul (Sistema de Informações Gerenciais do Trânsito Internacional de Produtos e Insumos Agropecuários) visa a modernização no controle oficial das exportações, através da redução dos documentos exigidos e da fiscalização com base no risco envolvido em cada operação.

"Por meio da integração do Canal Azul com os sistemas privados e com o Portal Único de Comércio Exterior, vamos eliminar etapas repetitivas e desnecessárias nos processos de exportação e de importação", explicou a coordenadora-geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Edilene Cambraia, em nota publicada no site oficial da pasta agrícola.

O plano veio junto ao lançamento do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária na Faixa de Fronteira - que prevê R$ 125 milhões em cinco anos para o fortalecimento de ações sanitárias e fitossanitárias nos 15,7 mil quilômetros de fronteira brasileira - e da Força Nacional do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (FN-SUASA), todos integrantes do Plano de Defesa Agropecuária 2015-2020 (PDA), apresentado pela ministra em maio.

Além disso, o Canal Azul foi implementado uma semana depois do anúncio da habilitação de sete plantas para embarque de carnes à China, entre bovinos, suínos e aves, e outras 15 somente deste último para o México.

"Há cerca de três anos nós já participávamos de inúmeras reuniões para tentar implementar o Canal Azul, não é uma coisa que surgiu agora. Não posso quantificar o valor, mas 72 horas a menos no processo é muito custo reduzido", destaca Turra.

O sistema já foi testado em exportações de carnes nos portos de Paranaguá, Itajaí e Santos, daí a estimativa de economia no tempo que deve se dar, mais precisamente, entre o carregamento dos contêineres na indústria e a realização do embarque nos navios.

O presidente da ABPA explica que as aves e suínos fizeram parte desses testes e saíram ainda mais beneficiados que a carne bovina. Muitas vezes o boi vai direto do abatedouro para o porto, com um sistema naturalmente mais rápido. Os outros dois costumam passar por processos de armazenagem que levam um tempo maior até o envio. "Sendo assim, qualquer agilidade que conseguirmos é bem vinda."

Próximos passos
Até o final deste ano, o programa será ampliado para produtos vegetais que demandam certificação fitossanitária e para todas as demais cadeias produtivas e de suprimentos do agronegócio, até o final do primeiro semestre de 2016.

"Temos 1.700 navios rodando o mundo. Um dia que você consiga economizar no recebimento significa milhões aos caixas das empresas", enfatiza o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sergio Mendes.

 

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