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18/01/2016 - Retração do transporte de carga em Minas Gerais trava serviços
Queda no estado alcançou 11,4% em novembro de 2015, liderando baixas que predominaram no setor, de alojamento a alimentação, fruto da queda de renda das famílias

A baixa diversidade do setor de prestação de serviços em Minas Gerais e o drástico efeito da crise econômica sobre a produção da indústria, que sacrifica os negócios do transporte de carga, geraram perdas em cadeia. A receita do setor de serviços no estado recuou 7,9%, na média, em novembro de 2015, frente ao mesmo mês de 2014, divulgou ontem Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior queda observada na série do levantamento de dados iniciada em 2012. No balanço ainda parcial do ano passado, o volume de serviços prestados sofreu baixa de 4,2% e em 12 meses diminuiu 3,9%.

O resultado negativo em Minas supera aquele registrado no país, de 6,3% em relação a novembro de 2014. Em outubro ante igual mês de 2014, a redução havia sido de 5,8%. Com isso, o volume de serviços prestados acumula queda de 3,4% no ano no Brasil.

Já em 12 meses terminados em novembro, o recuo de 3,1% é o maior já verificado em toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2013 nessa base de comparação. Segundo o analista do IBGE em Minas Antonio Braz de Oliveira e Silva, o estado vem apresentando taxas negativas há algum tempo ou crescimento abaixo da média nacional. "Minas tem uma diversificação menor do que a média do país. A presença de grandes empresas não é tão forte quanto em São Paulo e no Rio, por exemplo", explica. Com destaque, os serviços de transportes recuaram 11,4% em novembro ante novembro de 2014.

"Até o transporte de carga vem sendo pressionado, diante da produção industrial em queda", conclui Antonio Braz. No país, a retração no setor foi de 8,2%, apontou o IBGE. O principal impacto negativo veio do transporte terrestre, de 13,8%; seguido por armazenagem, que perdeu 6,2% dos negócios. O volume de transporte aéreo cresceu 11,3%, enquanto o transporte aquaviário avançou 15,6%.

Todos os segmentos dos serviços fecharam novembro de 2015 no vermelho, especialmente aqueles prestados às famílias, cujo volume caiu 6,6% em novembro ante igual mês de 2014. Trata-se do pior resultado de novembro para o setor, que já acumula 18 meses seguidos de retração. Em Minas, o recuo foi maior: de 9,2%. "A queda na renda e o aumento do desemprego afetaram o desempenho do setor", observa o analista do IBGE. Segundo ele, em tempos de recessão, o consumidor se concentra na compra de itens básicos para se ajustar à realidade, o que pressiona o resultado dos serviços, em especial o comércio.

O IBGE divulgou, na quarta-feira, que as vendas do varejo mineiro caíram 2% em novembro do ano passado, frente a novembro de 2014, enquanto no país diminuíram 7,8%. O volume de serviços profissionais, administrativos e complementares também cedeu 14,6% no estado em novembro ante igual mês de 2014. No Brasil, o recuo de 6,6% foi puxado pelos serviços técnico-profissionais (7,1%), embora o segmento administrativo e complementar também tenha piorado (6,4%). "São serviços comprados pelo setor produtivo, as empresas industriais e comerciais, ou seja, o próprio governo vem diminuindo a compras desses serviços", destaca.

Resultados regionais Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços indicam que, em novembro, apenas cinco estados mostraram crescimento no volume de serviços na comparação do mês analisado de 2015 e 2014, com destaque para Roraima, com expansão de 10,9%, Mato Grosso (5,9%), Rondônia (4,1%), Tocantins (2,4%) e Pará (0,5%). Já as maiores variações negativas no volume de serviços foram observadas na Bahia (17,9%), Amazonas (15,%) e Amapá (14,7%). Em termos de receita nominal, houve queda de 0,8% em novembro, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses até o período analisado, a queda foi de 3,1%. (Com agências)
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