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23/03/2016 - Polícia faz operação contra o tráfico de drogas e roubo de carga
Ação visa o cumprimento de 41 mandados de prisão.

Policiais encontraram barricadas no acesso à comunidade.

Alba Valéria MendonçaDo G1 Rio

A Polícia Civil do Rio fazia na manhã desta terça (22) uma grande operação contra o tráfico de drogas, roubo de cargas e roubo de veículos em comunidades do Subúrbio do Rio. A polícia visa cumprir 41 mandados de prisão no local em várias comunidades da região que não possuem Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

A ação é realizada nas seguintes comunidades: Morro do Juramento, Morro do Urubu, Primavera, Jorge Turco, Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte, e Conjunto de Favelas da Pedreira, em Costa Barros.

Os policiais tiveram bastante dificuldade para acessar a parte alta do Morro do Juramento. Entre os obstáculos, o veículo blindado da polícia ficou preso em uma barricada de concreto instalada por traficantes. Os indiciados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de armas, roubo e tortura. As penas somadas passam de 30 anos de prisão.

Alba Valéria Mendonça Do G1 Rio

A Polícia Civil do Rio fazia na manhã desta terça (22) uma grande operação contra o tráfico de drogas, roubo de cargas e roubo de veículos em comunidades do Subúrbio do Rio. A polícia visa cumprir 41 mandados de prisão no local em várias comunidades da região que não possuem Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

A ação é realizada nas seguintes comunidades: Morro do Juramento, Morro do Urubu, Primavera, Jorge Turco, Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte, e Conjunto de Favelas da Pedreira, em Costa Barros.

Os policiais tiveram bastante dificuldade para acessar a parte alta do Morro do Juramento. Entre os obstáculos, o veículo blindado da polícia ficou preso em uma barricada de concreto instalada por traficantes. Os indiciados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de armas, roubo e tortura. As penas somadas passam de 30 anos de prisão.

A Operação Horkos - que em grego significa juramento - é coordenada pelo delegado Felipe Curi e conta com 350 policiais civis. Segundo Curi, durante os dez meses de investigação foi possível identificar os principais líderes em atividade nas comunidades. Ele afirmou ainda que os criminosos tem roubado cargas de caminhões e veículos como mais uma fonte de renda.

"O principal objetivo da investigação foi a identificação de toda a cadeia criminosa atuante nas localidades investigadas, bem como a identificação dos diversos traficantes e de algumas lideranças do tráfico que até então passavam despercebidas da atuação policial, uma vez que sequer possuíam anotações criminais e se deslocavam livremente sem ser incomodadas. Com a desarticulação dessa organização criminosa, espera-se uma significativa redução dos roubos de veículos e de cargas", disse Felipe Curi.

Três líderes presos

Na operação Horkos, a polícia prendeu os líderes de uma quadrilha de traficantes do Morro do Juramento, que "alugava" armas e fomentava o roubo de cargas e carros por outros grupos da mesma facção criminosa em outras comunidades. São eles Célio Ricardo Carias de Souza, o Pelezinho, considerado o número 1 do bando é responsável pelo braço armado e operacional da quadrilha; Fabiano Nogueira, o FB, o segundo em comando, que atuava na parte financeira ; e Yago Reis Carvalho, o Granada, o terceiro na hierarquia que atuava diretamente no roubo de cargas.

O delegado da 27ª DP (Vicente de Carvalho), Felipe Curi, considera como maior êxito do trabalho de oito meses de investigação a desarticulação da quadrilha e a prisão de três dos quatro líderes do grupo. "Ainda está foragido o líder financeiro e que cuidava da contabilidade da quadrilha, o Bruno Alberto Botelho Jaccoud, o Palmito. Ele é de classe média, não é cria da comunidade, tem estudo, e não tem nenhuma anotação criminal. Mas agora, com essa operação, já passa a ser um foragido", disse Curi.

Ao todo, até às 11h30, 24 suspeitos dos 41 mandados de prisão da ação já tinham sido presos. Além dos três líderes do Morro do Juramento, os policiais também prenderam o ex-presidente da Associação de Moradores do Morro Primavera, em Cavalcanti, no Subúrbio, Sebastião Jorge Fortunato, e a mulher dele Sandra da Silva Pinheiro.

"Quando era presidente, ele construiu uma piscina numa área pública, no meio de uma praça com o dinheiro do tráfico de drogas. Embora cobrasse R$ 10 de cada morador como taxa de manutenção, poucas eram os moradores que podiam usar a piscina. Ela era reservada aos traficantes, que promoviam festas e bailes funk no local. Ele também cobrava uma taxa de 10% do valor da venda de imóveis na comunidade. Dinheiro que era repassado para os traficantes ", explicou o delegado Curi, acrescentando que a atual líder comunitária da região também tinha envolvimento com os traficantes e está sendo procurada.

Os policiais também apreenderam um fuzil, uma pistola, 20 carregadores de fuzil, 143 munições de fuzil, 1256 tubos de cocaína, dois celulares, um colete do Exército, e material para embalagem de drogas e limpeza de armamento.

Operações simultâneas

Simultaneamente à operação da 27ª DP, a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Seseg), tambem realizou uma operação com o mesmo objetivo e na mesma região. Sendo que o foco principal, segundo o delegado Augusto Motta, eram os fornecedores de drogas e armas para quadrilha de diferentes facções.

"Nosso único alvo em comum, era o Arafat, que comanda o tráfico de drogas na região do Morro Pedreira, que continua foragido. Mas fizemos uma importante prisão, a do principal fornecedor de armas e drogas do complexo, o Renato da Penha, conhecido como Russão, que não tem anotação criminal", explicou Motta.

Além de Russão, outros dois de cinco matutos - como são chamados os fornecedores das quadrilhas - foram presos nesta terça-feira (22), são eles: Marcelo Ferreira Alves e João Maurício Barros do Nascimento. A operação da Inteligência, chamada de Bloqueio, prendeu outros 11 suspeitos. A quadrilha, segundo Motta tem ramificações na Favela da Dita, em São Gonçalo, onde foram presas seis dos 11 suspeita.

O delegado Marcelo Martins, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, apreendeu cerca de R$ 500 mil em carga roubada, no Morro da Pedreira. Eram peças de automóveis roubadas na segunda-feira (21), na Via Dutra e que estavam escondidas em barracos na localidade conhecida com Fim do Mundo, na comunidade.
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